Dengue

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Atualmente, a dengue é a mais importante doença transmitida por vetores nas Américas. É uma ameaça à saúde de milhões de pessoas que vivem em áreas urbanas, onde vive o seu vetor biológico, que é o mosquito Aedes aegypti. Assim, não é possível transmitir dengue por contato físico, secreções, alimentos ou qualquer outra forma além da picada do mosquito Aedes aegypti.

A complexa relação entre as variáveis climáticas, abundância do mosquito, densidade de hospedeiros humanos e sorotipos virais definem a heterogeneidade da transmissão da doença.

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Aedes Aegypti

Aedes Aegypti

O Aedes aegypti é um inseto urbano e a fêmea se alimenta essencialmente de sangue humano. As fêmeas se tornam infectadas quando se alimentam de sangue de um hospedeiro humano infectado. É de fácil identificação, pois é escuro, possui faixas brancas e no torso apresenta um desenho em forma de lira. As larvas de mosquitos são de fácil identificação: sob um foco de luz, como uma lanterna, é possível observá-las se movendo rapidamente para se abrigar no fundo do recipiente. Para uma confirmação da espécie, como sendo Aedes aegypti (ou Aedes albopictus, que freqüentam os mesmos criadouros), é necessário fixa-las entre lâmina e lamínula e verificar em uma lupa estereoscópica ou microscópio no aumento de 30 a 50 vezes.

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Tipos de Vírus da Dengue

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Já foram identificados quatro sorotipos distintos do vírus: DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4. Inicialmente, todos produzem infecção semelhante. As formas mais graves da doença geralmente se manifestam quando há em uma mesma região diversos tipos de sorotipos circulantes nos vetores infectando as mesmas pessoas.

Não existe medicação específica para o tratamento da dengue, a não ser na medicina homeopática. Nas formas não-graves da doença é recomendado ao doente permanecer sob observação médica, manter repouso e ingerir muito líquido. As febres causadas pela doença são usualmente tratadas com analgésicos que não contêm anticoagulantes.

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Dengue Hemorrágica

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É conhecido que a Febre Hemorrágica da Dengue ocorre, em sua maioria, quando o doente que já se infectou com o vírus da dengue anteriormente é contaminado com outro sorotipo. A base imunológica para esta hipótese sugere que os anticorpos desenvolvidos durante a primeira infecção são deixados em níveis sub-neutralizantes e quando o corpo é infectado pelo novo sorotipo, ao invés dos anticorpos o atacarem, estes ajudam o novo vírus a infectar os macrófagos do hospedeiro. Este fenômeno é denominado reforço do anticorpo-dependente.

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Surgimento da Dengue

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A dengue foi inicialmente identificada como um vírus causador de febre em 1790 na Filadélfia, Estados Unidos, e depois se expandiu para as Américas até que a Organização Pan Americana de Saúde (PAHO) lançou a campanha para erradicação doAedes aegypti para combater a febre amarela, doença que este também é vetor, nas décadas de 1950 e 1960. Esta campanha chegou perto de eliminar o mosquito do continente americano.

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Surgimento da Dengue no Brasil

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O primeiro vírus isolado de dengue no Brasil foi em 1981, em Boa Vista, Roraima, onde foram isolados os sorotipos DEN1 e DEN4. Mas a disseminação do sorotipo DEN1 começou apenas depois de sua primeira ocorrência no estado do Rio de Janeiro, na região Sudeste do Brasil, em 1986, época em que algumas áreas urbanas do Nordeste também estavam sendo afetadas.

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Registros de Dengue no Brasil

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Em 2010 a Secretaria de Vigilância em Saúde do Brasil registrou 447.769 casos notificados de dengue nos três primeiros meses. A distribuição dos casos notificados é a seguinte: Sudeste com 173.307 (38,7%), Centro-Oeste com 163.516 (36,5%), Norte com 56.507 casos (12,6%), Nordeste com 28.815 casos (6,4%) e Sul com 25.624 casos (5,7%). Os estados com maior incidência da doença durante o período foram Acre (3.157,3 casos por 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (2.507,8 casos por 100 mil habitantes), Rondônia (1.585,1 casos por 100 mil habitantes), Goiás (1.114,9 casos por 100 mil habitantes) e Mato Grosso (998,3 casos por 100 mil habitantes). O Estado de Minas Gerais também se destaca pelo total de 98.261 casos notificados, com incidência de 490,5 casos por 100 mil habitantes. Esses seis estados concentram 67% dos casos notificados.

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Campanhas contra a Dengue

Dengue

Em 1996, diante da grande população de vetores, a estratégia para extermínio do vetor, anteriormente centralizada na Funasa, passou a ser substituída pelo combate com inseticidas, com baixa participação da sociedade civil.

Neste ano, o Ministério da Saúde lançou às pressas o Programa de Erradicação doAedes aegypti (PEAa) descentralizando as ações de controle da doença. Esse plano não foi adiante, pois carecia muito de base técnica. Assim, o governo federal iniciou repasses diretamente aos estados e municípios para que estes fizessem suas próprias campanhas de controle.

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Controle e Prevenção da Dengue (Aedes aegypti)

Aedes aegypti

As estratégias de controle do Aedes aegypti costumam priorizar locais que contém grande quantidade de criadouros que contém as larvas do mosquito. Isso se dá porque os pequenos focos parecem não ter grande produtividade da forma madura do inseto e, consequentemente, da transmissão da dengue. Por outro lado, um único grande foco pode apresentar grande produtividade e contribuir para a geração de pequenos focos de reprodução.

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Dengue – Prevenção

Aedes aegypti

Para evitar este contínuo avanço da dengue a melhor estratégia de prevenção é evitar o mosquito vetor Aedes aegypti. Deve-se eliminar os criadouros onde as fêmeas do mosquito colocam ovos para reprodução como vasos de plantas, pneus, garrafas destampadas e outros recipientes que podem acumular água parada. E mesmo depois disso feito, a atenção deve se concentrar em caixas d’água destampadas, calhas entupidas, ralos em fundo de quintal e até na água das bacias sanitárias de casas e apartamentos colocados para vender ou alugar, que ficam assim várias semanas disponíveis aos mosquitos.

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Erradicação do mosquito Aedes aegypti (Dengue)

Aedes aegypti

A combinação do crescimento desordenado dos centros urbanos com a expansão da indústria de materiais não biodegradáveis, em conjunto com as mudanças climáticas esperadas com o aquecimento global, reforçam a sensação de que é impossível erradicar o mosquito Aedes aegypti

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